A tradição Junina sob a visão da Sociologia

A tradição junina sob a visão da Sociologia.

 

O Sociólogo brasileiro Darci Ribeiro dizia: “O povo brasileiro é mais do que um povo é uma civilização”!

Partindo deste pensamento do saudoso catedrático mergulhei de cabeça num particular aspecto, a cultura e a tradição das festas juninas do povo brasileiro e em particular nordestino.

Tenho aprendido no início de minha formação acadêmica que a Sociologia vive da experimentação, da investigação, da observação, dos costumes, das tradições enfim da vida em sociedade, da coletividade.

Por isso muito mais do que uma festa recheada pelo sabor das comidas típicas na maioria tendo o grão dourado (milho) como ingrediente principal, vislumbro ainda outros elementos igualmente especiais e ricos de cultura.

Não é demais imaginar que o mês de junho na região nordeste do país é a menina dos olhos, ou seja, traduz por si só a grandeza de um povo, sua alegria, sua espontaneidade.

Impregnada de religiosidade popular a festa junina congrega em si a cultura, costumes e tradições de uma verdadeira nação nordestina traduzida nos ritmos, na culinária, no jeito peculiar de vida, na forma lingüística dentre outros.

Ao som do autêntico forró, na batida da zabumba, do triângulo e da sanfona o povo nordestino esquece mesmo que momentaneamente as agruras da seca, a crise econômica, os problemas cotidianos e se joga com afinco numa festa popular que traz e expressa o seu rosto sofrido e ao mesmo tempo alegre.  

A cultura e a tradição são ferramentas indispensáveis para entender, compreender, aceitar ou estudar um povo e suas particularidades que formatam a vida em sociedade, material ímpar da Sociologia. 

Enfim o que absorvemos de tudo isso é resumido na frase do poeta e escritor brasileiro Euclides da Cunha, na célebre obra Sertão Veredas: “O sertanejo é antes de tudo um forte”!

*Artigo escrito por Carlos Ferreira da Silva, graduando do curso de Sociologia pela Universidade Paulista - Polo Patos-PB.

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